19 septiembre, 2009

Sem poesia

não pretendo gastar teu nome
com os óbvios trocadilhos
que ele permite

nem quero tanto um poema
inteligente e sensível

prefiro eu na porta dum bar
ou dum cinema
ou da tua casa
ou parado em qualquer esquina

e então quero ouvir tua voz
perguntando
"tá tudo bem?"
não por hábito
mas pra saber se tá tudo bem

e com alguma bobagem
por mim
pronunciada
eu veria nascer
no canto da tua boca
um risinho sincero.
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